Estava ouvindo uma música beem velha outro dia, de um CD que ganhei no auge de minha fase rebelde da adolescência. A música chama-se "o que na verdade somos", e gerou em mim muitos questionamentos quanto a isso.
Bom, o que somos hoje deve ser, ao menos, um reflexo do que já fomos e da realidade em que vivemos. Então, comecei a me lembrar de tudo que já fui e pensar na realidade em que vivo...
Minha família tem a maior porcentagem gay que já vi em uma família até hoje, quase todos os meus primos e primas são divorciados ou optaram por não casar, apenas "juntar", tenho uma avó evangélica e outra anti-cristo, muitas mães-solteiras na família, tenho pais super caseiros, uma irmã que não curte muito dar as caras no mundo, moro no eldorado aonde pelo menos 90% da população não possui uma cultura aproveitável, estudei em uma escola de classe média aonde quase todos se sentiam pertencentes a uma classe mais alta e cuja futilidade eu nunca vi igual, fui influenciada a ouvir axé, sertanejo, pagode e afins durante toda a minha infância pela família, vizinhos e amiguinhas.
Já dancei axé nos almoços de domingo da família, já fui loira, fui piriguete, curti música emo, passei pela fase ‘rebelde sem causa’, tive o cabelo roxo, participei de uma gangue estudantil, entre muitas outras coisas.
Bom, e o que me tornei diante de tudo isso?
Faço publicidade e propaganda, curso que meus ex-colegas de inferno-escola julgavam perda de tempo. Ainda não sou lésbica, mãe solteira, juntada ou divorciada. Não sou anti-cristo, e na verdade Jesus tem sido a melhor coisa da minha vida (e acho que vai continuar sendo). Gosto de ser cultura, mesmo tendo que procurar por sebos, cafés e afins um pouco longe de casa. Não sou uma pessoa totalmente sociável, mas sair e viajar são ótimas coisas pra mim. Odeio ficar em casa!
Não me considero uma pessoa muito fútil (um pouquinho sim, pois vivo no capitalismo), mas com certeza ouço Rock! Não abro mão do bom e velho som que embalou as décadas de 60, 70, 80... e vive até hoje!
Pensando em tudo isso, percebi que sou sim uma grande influência do mundo ao meu redor. Mas não fui aceitando tudo o que me foi oferecido. A medida que amadureci, soube peneirar o que julguei legal, e moldei assim, a minha personalidade e o que, hoje, você vê quando me vê. Nada mais, nada menos.
Bom, o que somos hoje deve ser, ao menos, um reflexo do que já fomos e da realidade em que vivemos. Então, comecei a me lembrar de tudo que já fui e pensar na realidade em que vivo...
Minha família tem a maior porcentagem gay que já vi em uma família até hoje, quase todos os meus primos e primas são divorciados ou optaram por não casar, apenas "juntar", tenho uma avó evangélica e outra anti-cristo, muitas mães-solteiras na família, tenho pais super caseiros, uma irmã que não curte muito dar as caras no mundo, moro no eldorado aonde pelo menos 90% da população não possui uma cultura aproveitável, estudei em uma escola de classe média aonde quase todos se sentiam pertencentes a uma classe mais alta e cuja futilidade eu nunca vi igual, fui influenciada a ouvir axé, sertanejo, pagode e afins durante toda a minha infância pela família, vizinhos e amiguinhas.
Já dancei axé nos almoços de domingo da família, já fui loira, fui piriguete, curti música emo, passei pela fase ‘rebelde sem causa’, tive o cabelo roxo, participei de uma gangue estudantil, entre muitas outras coisas.
Bom, e o que me tornei diante de tudo isso?
Faço publicidade e propaganda, curso que meus ex-colegas de inferno-escola julgavam perda de tempo. Ainda não sou lésbica, mãe solteira, juntada ou divorciada. Não sou anti-cristo, e na verdade Jesus tem sido a melhor coisa da minha vida (e acho que vai continuar sendo). Gosto de ser cultura, mesmo tendo que procurar por sebos, cafés e afins um pouco longe de casa. Não sou uma pessoa totalmente sociável, mas sair e viajar são ótimas coisas pra mim. Odeio ficar em casa!
Não me considero uma pessoa muito fútil (um pouquinho sim, pois vivo no capitalismo), mas com certeza ouço Rock! Não abro mão do bom e velho som que embalou as décadas de 60, 70, 80... e vive até hoje!
Pensando em tudo isso, percebi que sou sim uma grande influência do mundo ao meu redor. Mas não fui aceitando tudo o que me foi oferecido. A medida que amadureci, soube peneirar o que julguei legal, e moldei assim, a minha personalidade e o que, hoje, você vê quando me vê. Nada mais, nada menos.
