domingo, 3 de agosto de 2008

O que na verdade somos

Estava ouvindo uma música beem velha outro dia, de um CD que ganhei no auge de minha fase rebelde da adolescência. A música chama-se "o que na verdade somos", e gerou em mim muitos questionamentos quanto a isso.
Bom, o que somos hoje deve ser, ao menos, um reflexo do que já fomos e da realidade em que vivemos. Então, comecei a me lembrar de tudo que já fui e pensar na realidade em que vivo...
Minha família tem a maior porcentagem gay que já vi em uma família até hoje, quase todos os meus primos e primas são divorciados ou optaram por não casar, apenas "juntar", tenho uma avó evangélica e outra anti-cristo, muitas mães-solteiras na família, tenho pais super caseiros, uma irmã que não curte muito dar as caras no mundo, moro no eldorado aonde pelo menos 90% da população não possui uma cultura aproveitável, estudei em uma escola de classe média aonde quase todos se sentiam pertencentes a uma classe mais alta e cuja futilidade eu nunca vi igual, fui influenciada a ouvir axé, sertanejo, pagode e afins durante toda a minha infância pela família, vizinhos e amiguinhas.
Já dancei axé nos almoços de domingo da família, já fui loira, fui piriguete, curti música emo, passei pela fase ‘rebelde sem causa’, tive o cabelo roxo, participei de uma gangue estudantil, entre muitas outras coisas.
Bom, e o que me tornei diante de tudo isso?
Faço publicidade e propaganda, curso que meus ex-colegas de inferno-escola julgavam perda de tempo. Ainda não sou lésbica, mãe solteira, juntada ou divorciada. Não sou anti-cristo, e na verdade Jesus tem sido a melhor coisa da minha vida (e acho que vai continuar sendo). Gosto de ser cultura, mesmo tendo que procurar por sebos, cafés e afins um pouco longe de casa. Não sou uma pessoa totalmente sociável, mas sair e viajar são ótimas coisas pra mim. Odeio ficar em casa!
Não me considero uma pessoa muito fútil (um pouquinho sim, pois vivo no capitalismo), mas com certeza ouço Rock! Não abro mão do bom e velho som que embalou as décadas de 60, 70, 80... e vive até hoje!
Pensando em tudo isso, percebi que sou sim uma grande influência do mundo ao meu redor. Mas não fui aceitando tudo o que me foi oferecido. A medida que amadureci, soube peneirar o que julguei legal, e moldei assim, a minha personalidade e o que, hoje, você vê quando me vê. Nada mais, nada menos.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pierre Lévy e Inteligência coletiva: o que temos a ver com isso?

Pierre Lévy (filósofo, sociólogo e historiador francês) veio com tudo, trazendo à tona um assunto ao qual estamos muito integrados, mas nem nos damos conta.
Você já parou pra pensar em INTELIGÊNCIA COLETIVA? Chegou a hora de começar a refletir sobre isso.
De uns tempos pra cá, estamos passando por grandes transformações nos meios de informação. Cada vez mais, percebemos que a fonte dessas informações não se encontra apenas nos livros, enciclopédias antigas ou dicionários. Ela está indo muito além disso, já que todo esse conhecimento parte de nós mesmos. Nós somos a informação, nós temos o conhecimento e poder de passar isso para os outros.
Desse modo, foram surgindo sites e grupos de relacionamento na internet que se utilizam dessa inteligência coletiva, como blogs, comunidades (no orkut) e enciclopédias com conteúdo postado pelos usuários (wikipedia), e fazem muito sucesso. Lembrando que inteligência coletiva está diretamente ligada à web 2.0, que vimos anteriormente.
Então, te pergunto: o que temos a ver com essa tal inteligência coletiva? TUDO! Nós temos o poder nas mãos. Basta saber usá-lo da maneira correta. Nosso conhecimento que por muito tempo foi julgado inútil por muitos, hoje pode servir para alguém, se disposto na internet.
Pierre possui livros que podem fornecer mais informação, aos mais interessados nesse tipo de literatura, nos mostrando assim, como exercer nosso papel de ajudadores no coletivo, de participantes da sociedade pensante. São uma ótima opção para interessados na área de comunicação social.
Então, fica a dica. E pensem sobre o assunto, pois é uma ótima forma de mudar o mundo aos poucos com nossas ideologias, ou de incutir nossas idéias publicitárias nos usuários da inteligência coletiva

segunda-feira, 19 de maio de 2008

All you need is coffee

Depois de acordar, de fumar, de conversar com os amigos, ou de pular de pára-quedas, tem coisa melhor que tomar um café? Não. Não tem.
Não sei se existe uma pessoa mais viciada no neguinho do que eu, mas como a gente sempre se surpreende, com certeza deve existir sim.
Adoro um bom cafezinho, e como boa amante dessa obra prima, tomo, em média, uns cinco ou mais durante o dia. Nos últimos tempos, tive de me proibir de tomar na faculdade, antes que até mesmo meu dinheiro de passagem fosse gasto no vício.
Tenho amigos que também compartilham dessa paixão, e um deles chegou a comprar uma camisa com os seguintes dizeres: CAFÉ, AJUDANDO VOCÊ A FAZER LOUCURAS MAIS RAPIDAMENTE. Não sei se tomar café me deixa louca. Mas, com certeza, a falta dele sim!
Afinal, all I need is coffee.

Web-rádio, aquecendo o nosso frio outono-inverno.

Texto que fiz para o blog da faculdade, sobre web-rádio.

Dando umas voltinhas na internet, percebi que a nova onda outono-inverno não são leggings ou cachecóis. A moda que tem invadido nossas casas é a Web-Rádio.
Mas o que seria web-rádio?
Bom, ouvir o rádio tradicional é legal. Realmente, é divertido. Mas não seria melhor ainda ter uma programação feita sob medida pra você?
A web-rádio é uma rádio inteligente. Através de um programa que você instala no computador, são captados dados das músicas que você mais ouve, do estilo musical que mais gosta, e assim é feita uma play-list (programação) especial pra você, tocando músicas muito bem selecionadas e que podem ser ouvidas de qualquer computador com acesso à internet, por outros usuários.
Com esse novo avanço, a interatividade com o meio é muito maior, pois você não só recebe informações, mas também envia. Receber e enviar dados deixa o usuário do serviço muito mais a vontade, e com muita sede de obter um diferencial, o que é ótimo para seu crescimento pessoal também.
Funcionando através de uma transmissão on-demand (você ouve a programação que quer, na hora desejada), há uma maior comodidade. O ouvinte se sente mais tranqüilo ouvindo suas preferências sem precisar trocar de canais a cada instante ou comprar cds de alto-custo.
Esse serviço encontra-se gratuito, mas o ouvinte também possui a opção paga e com mais regalias. O site de web-rádio mais popular, hoje em dia, é Last.fm (http://www.lastfm.pt/). Vale a pena dar uma conferida no site, que já possui páginas também em português. É de fácil acesso e nos dá, na prática, a idéia de como tudo isso funciona. Faça o teste!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Pingüins já não fazem mais sentido pra mim

Bom, tô começando meu blog agora. Nunca tive um antes, então nem imagino como começar isso.
Decidi postar uma crônica curtinha, baseada numa música que escrevi a muito tempo e com uma pitada de acontecimentos atuais da minha vida. Um texto desabafo. então, o texto está aí:


Pingüins já não fazem mais sentido pra mim

Bom, por muito tempo na minha vida, dois anos e meio pra ser mais precisa, fui fascinada com pingüins, mas sem entender bem o porquê disso. Comprei tênis, relógio, pelúcia, entre outros adornos com o bicho estampado. Era tão louca com a onda pingüinesca, que me tornei “Dani, a menina do pingüim”.
Sempre tinha um engraçadinho pra fazer piadinhas e um idiota pra fazer comentários do tipo “mas, nossa, por que pingüins? Não podia ser sapo ou porquinho não? Logo pingüim? Bicho sem graça...”. enfim, passei um bom tempo ouvindo coisas do tipo. Mas como sou uma garota de fases (já passei por muitas: a fase do rosa, das estrelas, dos amigos loucos, do punk, de tudo!), pensei que fosse apenas mais uma. E foi! Mas foi a fase mais longa pela qual passei.
Mas como Freud explica tudo (ou quase tudo), isso tinha um pé na psicologia. Eu passei por um trauma no passado, que ficou marcado com um pingüim, daí tentei resolver todos os problemas da minha vida, canalizando o trauma com uma coleção de objetos com pingüins. Estranho, não?
Pois é sim. Na verdade, eu tenho muitas outras coisas estranhas em mim.... mas isso não vem ao caso. O importante é que esse ano eu consegui me tratar desse trauma velho, e consegui me livrar dos pingüins (que já estavam me irritando, devido a presença marcante em meu cotidiano)! Aleluia! Mas acho que não vou me livrar tão cedo do apelido de menina do pingüim, pois apelidos chiclete teimam em me perseguir durante toda a vida.
Mas tudo bem! Pingüins já não fazem mais sentido pra mim.